Retomada deve ocorrer até fim deste ano e produção deve chegar a um milhão de toneladas

 

O retorno das operações da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) em Sergipe foi destaque da edição desta terça-feira (12) do jornal Valor Econômico. Segundo a publicação, a retomada deve ocorrer até o fim deste ano sob condução da Proquigel. O grupo Unigel, que centraliza a Proquigel e é responsável pelo arrendamento da unidade, é considerado o maior produtor de acrílicos e estirênicos da América Latina.

Além da Fafen de Sergipe, também deve fazer parte da retomada a Fafen da Bahia. Ambas foram arrendadas em contrato firmado em novembro de 2019 entre a Proquigel e a Petrobras. O acordo poderá ser renovado por outros dez anos. A expectativa é de que, junto com a fábrica baiana, a Fafen de Sergipe chegue a produzir pouco mais de um milhão de toneladas de ureia por ano.

De acordo com o Valor Econômico, a motivação para o retorno das atividades é a aposta na rentabilidade das operações e no potencial de mercado, que hoje depende de um volume anual de importações que chega ao patamar de cinco milhões de toneladas. Outra aposta é a de que haja uma mudança estrutural no mercado de gás natural no Brasil, inclusive com excedente de produção.

“Queremos reativar as unidades o mais rápido possível”, afirmou o presidente da Unigel, Roberto Noronha, em entrevista ao Valor Econômico, acrescentando que a reativação das fábricas de fertilizantes tem status prioritário para a empresa. Atualmente, a arrendatária está mapeando os investimentos necessários para a retomada e discutindo o cumprimento das pré-condições acertadas com a Petrobras, ao passo em que negocia com os fornecedores o acesso ao gás natural que será usado como matéria-prima.

Governo

O Governo do Estado, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia (Sedetec), tem apoiado fortemente o processo em Sergipe, participando dos entendimentos junto à Petrobras, Deso, Sergas, Adema, TAG, Celse e a Golar Power, buscando alternativas de suprimento de gás natural a preço competitivo e adequações de custo de produção que viabilizem a retomada da unidade o mais breve possível.

“A perspectiva de retomada da Fafen deve trazer um grande aporte de investimentos para nosso Estado, atraindo empresas, incrementando a competitividade e fortalecendo a cadeia produtiva de fertilizantes de Sergipe. Teremos geração de empregos diretos e indiretos num momento de retomada da economia, após o período da pandemia. A principal atividade econômica do país está vinculada ao agronegócio e os fertilizantes são insumos essenciais para garantir a produtividade do setor. A retomada da Fafen possibilitará a Sergipe assumir posição de destaque nesta cadeia”, pontua o secretário da Sedetec, José Augusto Carvalho.