Debate foi levantado pelo governo sergipano e poderá garantir a segurança no abastecimento de gás natural na região Nordeste

Atendendo a um pedido do Governo de Sergipe, a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), realizou na tarde desta quarta-feira (15), no Rio de Janeiro, uma reunião para discutir questões regulatórias no intuito de viabilizar a interligação do Terminal de Regaseificação CELSE, à rede de transporte de gás natural da TAG e, dessa forma, dar maior segurança ao sistema de abastecimento de gás natural em toda a região Nordeste.

Participaram da reunião o secretário de Desenvolvimento do Estado de Sergipe, José Augusto Carvalho e o assessor técnico da pasta, Marcelo Menezes; a assessora técnica da Agência Reguladora de Serviços de Sergipe, Regina do Rosário; além de dirigentes das Centrais Elétricas de Sergipe (Celse), Golar Power, TAG, Sergas e Proquigel.

Na oportunidade, também foram discutidas outras interligações do terminal de GNL à rede de distribuição da Sergas para suprimento através de gás do BOG do Terminal de Regaseificação. O objetivo é que este gás chegue aos municípios de Aracaju e Nossa Senhora do Socorro.
De acordo com o secretário José Augusto Carvalho, o debate é de grande interesse de todo o Nordeste. “Poderemos ter, a partir do Terminal de Regaseificação, um grande fornecedor de gás para toda região. Isso só depende da construção destes gasodutos e é o que queremos. Por isso, temos provocado discussões de viabilidade e regulação entre as empresas envolvidas e também na ANP, que regulamenta toda a questão”, explica.

Abastecimento da Fafen
Outra questão que também foi discutida na reunião foi o fornecimento de gás para a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen/SE). A Proquigel, empresa que arrendou a Fafen tem buscado discutir questões técnicas, de viabilidade e regulatórias para recebimento de gás natural do Terminal de Regaseificação Celse. “Levantamos também a demanda da Proquigel e dialogamos sobre a implantação de ramal de distribuição dedicado, interligando o terminal de GNL à Fafen, de forma a viabilizar a retomada da produção de fertilizantes e, consequentemente, de operação da Fábrica”, completa José Augusto Carvalho.